Cia da Mata
Assim como Mogli, meu personagem favorito de Kipling, sempre senti que pertencia às florestas. A harmonia e a estética impecáveis de sua flora e fauna — especialmente as das florestas tropicais — sempre me fascinaram.
Já adulta, longe daquele mundo perfeito onde eu me sentia tão à vontade, comecei a recriá-lo — cada planta, cada animal — exatamente como eu o sentia. Foi assim que nasceram as “cunhãs”.
Como entidades vindas do céu, decidi chamá-las de “cunhãs” (ou “kunhãs”), termo que, na língua indígena tupi, significa mulher, menina ou a energia feminina. A própria Natureza!
Elas representam o poder, a força e a beleza da natureza. São resistentes, flexíveis, generosas, compassivas e protetoras. A essência da Terra. O ciclo eterno de nascimento, morte e renascimento.
Elas são vida e devem ser protegidas.































