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Adriana Vitoria

Adriana Vitória é artista visual, escritora, cronista, designer de superfície autodidata. Nasceu em Belo Horizonte e foi criada no Rio de Janeiro, onde desenvolveu, desde a infância, uma profunda conexão com a Mata Atlântica durante as frequentes viagens da família às regiões serranas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Dessa convivência nasceu seu compromisso com a preservação ambiental, os povos originários e a diversidade cultural.

Sua formação artística começou pela dança e pelo canto, estudando dança entre 1974 e 1981 e técnica vocal entre 1982 e 1986. Paralelamente, trabalhou como rádio atriz em campanhas publicitárias no Rio de Janeiro. Movida pela curiosidade e pelo desejo de ampliar seus horizontes, viveu na Inglaterra, França, Itália, Suíça, Portugal e Estados Unidos, atuando como cantora e artista plástica.

Em 1985 mudou-se para a Itália, onde se formou em animação sociocultural e organização de eventos. No ano seguinte, em Florença, aproximou-se de instituições ligadas ao meio ambiente, incorporando definitivamente o ativismo ambiental à sua produção artística.

De volta ao Brasil, em 1987, fundou a Jângal, marca pioneira de camisetas com mensagens de preservação ambiental, desenvolvidas a partir de colagens, fotografias e ilustrações de sua autoria. Em 1990 criou a série de crônicas ilustradas A Loucura de Ser Humano, utilizando seus característicos personagens em forma de bonecos-palito para refletir, com humor e crítica, sobre o comportamento humano.

Após retornar à Europa, entre 1992 e 1995 trabalhou como cantora e backing vocal em diversos países. Em 2001 iniciou o licenciamento de sua arte e consolidou dois universos autorais: Companhia da Mata, dedicada à celebração da fauna, da flora e da consciência ambiental por meio das personagens que chama de Cunhãs, e Mico Tutu, criada em 2003.

Ao longo de sua trajetória desenvolveu personagens e produtos para o Pro Criança Cardíaca (2003–2023), teve suas criações comercializadas nas lojas dos museus MAM e MAR do Rio de Janeiro, integrou a equipe de cronistas da página Conti Outra e realizou projetos voltados ao design brasileiro e à economia criativa.

Durante a pandemia formou-se também em Aromaterapia. Em 2022 lançou o livro Cunhãs – A Companhia da Terra, disponível no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e em plataformas online.

Atualmente trabalha na publicação de dois novos livros, continua licenciando sua arte e desenvolvendo coleções de produtos, reproduções e projetos de design voltados ao mercado de decoração, arquitetura, cenografia e arte, mantendo como eixo central de sua obra a relação entre natureza, cultura e consciência ambiental.